Individual: "IVALD GRANATO"
Abertura: Quinta-feira - 20 de agosto de 2009 - 19hs
Visitação: 20 de agosto a 03 de outubro de 2009
GALERIA UFFICI
Rua Estudate Jeremias Bastos, 442 Pina
Recife/PE CEP: 51011-040
Horários:
Segunda à sexta-feira: 9h às 18h
Sábados: 09h às 15h
INFORMAÇÕES
55 (81) 3325-2634
www.galeriauffici.com
galeriauffici@gmail.com
Sempre com o objetivo maior de promover o intercâmbio das artes visuais e o seu diálogo com as vertentes da contemporaneidade, a Galeria Uffici trás, neste mês de agosto, um dos maiores nomes da Arte Brasileira. A Uffici apresenta a individual “Ivald Granato”, assim como o lançamento do seu livro, Gesture and Art”, de 400 paginas. O livro mapeia e cataloga a trajetória deste artista fluminense, nascido em Campos, Rio de Janeiro, em 1949, e radicado em São Paulo desde os anos 70.
Não é possível pensar a arte contemporânea brasileira sem citar Ivald Granato. Com destaque, há 40 anos, Granato contamina o conceito da arte, através da sua inquietude, irreverência e genialidade plástica. Hoje, aos 60 anos, encontramos nele a mesma verve criadora que se via nos anos sessenta, quando tinha apenas 20 anos, como um revolucionário que se integra ao seu tempo, e fornece combustível para outros caminhos na história das artes do seu país. Chamado por muitos críticos de “L’enfant terrible” das artes, Granato encontrou também no teatro e na performance conceitual, componentes imprescindíveis para constantemente ousar e retratar, com uma percepção única, o universo contemporâneo.
A idéia de que toda obra é de fato um auto-retrato do artista se torna patente nas pinturas e desenhos de Granato. Captamos, em suas obras, fragmentos e elos que o retrata como um artista que possui voz influente e que interfere, com a sua obra seminal, em inúmeras participações tais como Bienais, Salões de Arte Moderna, e fortes movimentos artísticos nacionais. Longe das suas famosas e extravagantes festas, paralelas a grandes acontecimentos no mundo da arte, em São Paulo, que duravam dias, às vezes; Granato hoje encontra-se menos social, mas não menos inquieto, deixando claro que o protagonista daquele palco de inúmeras inspirações e laboratórios com artistas nacionais e internacionais, e outras personalidades que por lá passaram, permanece latente em cada gesto e em cada uma de suas obras.
Melhor que ninguém e mais atual que nunca, há trinta anos Mário Schenberg definiu Ivald Granato, crítica tão viva que nos levar a crer que o saudoso Schenberg escreveu para esta exposição:
"Ivald Granato é uma das figuras mais enigmáticas e sedutoras da gráfica brasileira, é uma das mais difíceis de situar e compreender. Aproxima-se certamente da arte conceitual, mas ao mesmo tempo é visceralmente contrário a qualquer conceitualização. Viveu intensamente certas manifestações surrealistas e da arte mágica pós-surrealista, sem se deixar prender nelas. Absorveu e utilizou muito do abstracionismo, mas é essencialmente figurativo, e não menos totalmente caligráfico. Granato desenha como pura expressão corporal, refletindo caligraficamente com grande velocidade as suas vivências do instante, usando a linguagem gráfica que o empolga na gestualização espontânea. Por isso comunica, comovendo e convencendo, sem que se consiga explicar em palavras o conteúdo da comunicação."
Mário Schenberg



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